ACESSO RESTRITO
Todas as categorias sofrerão o mesmo percentual de aumento
A partir do dia 31 de março, todos os medicamentos comercializados no Brasil sofrerão um aumento de 12,5%, conforme determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Neste ano, o cálculo do reajuste anual apresentou algumas novidades importantes.
Pela primeira vez em dez anos, o índice fica abaixo da inflação. Além disso, ao contrário de anos anteriores, o reajuste será o mesmo para todas as categorias de medicamentos. A principal motivação para tal foi o índice de produtividade da indústria, que neste ano ficou negativo, ou seja, a mão de obra contratada produziu menos que no ano anterior.
Até então, eram definidos três percentuais diferentes de aumento, considerando a participação dos genéricos em cada categoria de medicamento. Para os produtos cuja concorrência com genéricos era maior, o percentual de reajuste era mais elevado para compensar possíveis perdas entre segmentos.
Como não seria possível inserir um índice negativo na fórmula do cálculo do reajuste, o governo optou por considerar o valor igual a zero. Com fatores de produtividade nulos, não se mostrou necessário fazer essa compensação, por isso um reajuste linear.
“O cálculo do governo mostra com clareza que até a indústria farmacêutica, normalmente menos prejudicada por crises econômicas, está sendo atingida pelo momento difícil que o Brasil enfrenta”, afirma o presidente executivo da Interfarma, Antônio Britto, por meio de nota oficial divulgada pela entidade.
-
Farmácias elevam receita ao oferecer serviços clínicos
04/03/2026
Assistência farmacêutica impulsiona resultados, fideliza clientes e transforma as salas de atendimento em pontos de cuidado essencial
-
Genéricos ultrapassam 2,3 bilhões de unidades vendidas em 2025
09/02/2026
Categoria amplia presença em 24 das 27 unidades da Federação, com altas expressivas em Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro e Rondônia.
-
Semaglutida pode turbinar lucro das farmácias em até 15%
16/01/2026
O fim da patente do Ozempic, medicamento à base de semaglutida da Novo Nordisk, deve ter efeitos que vão além da indústria farmacêutica. Segundo o Itaú BBA, o lucro das farmácias na bolsa de valores pode crescer até 15% com uma maior oferta de remédios com o princípio ativo. As informações são da CNN Brasil.