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Genéricos ultrapassam 2,3 bilhões de unidades vendidas em 2025 09/02/2026 11:50:22

Categoria amplia presença em 24 das 27 unidades da Federação, com altas expressivas em Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro e Rondônia.

O mercado de medicamentos genéricos no Brasil encerrou 2025 com um marco histórico: 2,3 bilhões de unidades comercializadas entre janeiro e dezembro, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), com base em dados da IQVIA. O volume representa crescimento de 8,33% em relação a 2024, consolidando a trajetória de expansão da categoria e seu papel estratégico na ampliação do acesso da população a tratamentos seguros, eficazes e mais acessíveis.

O desempenho ocorre em um cenário no qual o Brasil ocupa posição de destaque no mercado farmacêutico global, sendo atualmente o 7º maior mercado do mundo e o maior da América Latina.

Entre 2020 e 2025, foram comercializadas mais de 11 bilhões de unidades de medicamentos genéricos no País. A estimativa do setor é que, até 2030, outros 14 bilhões de unidades sejam vendidas, totalizando mais de 25 bilhões de caixas ao longo da década.

“Os números de 2025 confirmam a consolidação dos genéricos como uma das principais políticas públicas de acesso à saúde no Brasil. Estamos falando de volume, capilaridade e impacto direto no orçamento das famílias. A categoria cresce de forma estruturada e consistente em praticamente todo o território”, afirma Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos.

Crescimento disseminado pelo País

Estados Participação da categoria em 2024 Participação da categoria em 2025 Evolução entre 2025 e 2024
Pernambuco 34,60% 36,52% 1,93%  
Rio Grande do Norte 31,67% 33,13% 1,46%  
Piauí 31,12% 32,24% 1,13%  
Paraíba 29,84% 30,82% 0,97%  
Minas Gerais 29,66% 30,70% 1,04%  
Alagoas 28,63% 29,98% 1,35%  
Goiás 28,71% 29,79% 1,08%  
Sergipe 27,62% 29,61% 1,99%  
Bahia 27,78% 29,36% 1,58%  
São Paulo 27,59% 28,57% 0,98%  
Rio de Janeiro 26,47% 28,06% 1,60%  
Ceará 25,88% 26,83% 0,94%  
Rondônia 23,44% 25,73% 2,29%  
Maranhão 25,02% 25,60% 0,58%  
Santa Catarina 23,68% 25,10% 1,41%  
Rio Grande do Sul 24,12% 24,92% 0,80%  
Espírito Santo 23,85% 24,45% 0,60%  
Mato Grosso do Sul 23,73% 24,42% 0,68%  
Mato Grosso 23,73% 23,61% -0,12%  
Roraima 24,28% 23,22% -1,06%  
Pará 22,02% 22,57% 0,55%  
Distrito Federal 21,26% 22,16% 0,89%  
Tocantins 21,88% 22,05% 0,17%  
Acre 20,84% 21,82% 0,98%  
Paraná 20,62% 21,36% 0,74%  
Amazonas 19,07% 19,14% 0,07%  
Amapá 20,84% 18,83% -2,01%

Fonte: IQVIA MAT 2025

Os dados regionais evidenciam avanço em 24 das 27 unidades da Federação, reforçando o caráter nacional da expansão.

O Nordeste mantém protagonismo tanto em participação quanto em evolução:
Pernambuco lidera o ranking nacional, passando de 34,60% para 36,52% (+1,93 p.p.);
Rio Grande do Norte (33,13%) e Piauí (32,24%) permanecem acima de 32%;
Sergipe (+1,99 p.p.), Bahia (+1,58 p.p.) e Alagoas (+1,35 p.p.) registram crescimentos expressivos.

No Sudeste, mercados estratégicos também avançam:
Minas Gerais alcança 30,70% (+1,04 p.p.);
São Paulo sobe para 28,57% (+0,98 p.p.);
Rio de Janeiro apresenta um dos maiores crescimentos entre os grandes mercados: 28,06% (+1,60 p.p.).

No Norte, o destaque é Rondônia, com a maior alta percentual do País (+2,29 p.p.), atingindo 25,73%. Pará e Acre também registraram avanço.

O Centro-Oeste manteve trajetória estável de crescimento, com Goiás chegando a 29,79% (+1,08 p.p.), enquanto Distrito Federal e Mato Grosso do Sul também ampliaram participação.

No Sul, a expansão foi consistente, com destaque para Santa Catarina (+1,41 p.p.), além de crescimento no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Apenas três estados apresentaram retração no período: Amapá, Roraima e Mato Grosso.

“O crescimento disseminado mostra que os genéricos já são a primeira escolha do consumidor brasileiro em diversas regiões. A consolidação acima de 30% em vários estados, especialmente no Nordeste, demonstra maturidade do mercado e confiança na regulação sanitária brasileira”, destaca Vicente.

Principais moléculas
Os dez princípios ativos genéricos mais comercializados em 2025 foram:
Losartana – 180.532.428 unidades
Dipirona – 121.666.223 unidades
Hidroclorotiazida – 78.937.405 unidades
Tadalafila – 75.117.628 unidades
Nimesulida – 66.005.683 unidades
Simeticona – 55.621.217 unidades
Enalapril – 51.388.608 unidades
Sinvastatina – 48.239.025 unidades
Anlodipino – 43.868.009 unidades
10º Atenolol – 42.228.583 unidades

O ranking evidencia a forte presença da categoria no tratamento de hipertensão, doenças cardiovasculares, dislipidemias e condições agudas de alta prevalência, ampliando o acesso terapêutico em todo o País.

No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, os medicamentos genéricos apresentaram desconto médio de 69,83%, contribuindo para a redução dos gastos das famílias com saúde.


Segundo dados da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), processados até julho de 2025, o mercado brasileiro conta atualmente com:


• 2.620 produtos registrados;
• 4.859 apresentações comercializadas;
• 539 princípios ativos disponíveis.

A amplitude do portfólio reforça a maturidade do segmento e sua contribuição consistente para o sistema de saúde brasileiro, tanto no setor público quanto no privado.

“Com um portfólio amplo, preços competitivos e presença consolidada, os genéricos seguem sendo um dos principais instrumentos de ampliação do acesso a tratamentos no Brasil. O desafio agora é continuar expandindo a oferta e fortalecendo a previsibilidade regulatória para sustentar esse crescimento”, conclui o executivo.

Fonte: IQVIA (dezembro de 2025) e CMED/Anvisa (dados processados até julho de 2025).

Fonte: Revista da Farmácia

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