
As mudanças ocorrem em meio às críticas da indústria farmacêutica sobre a lentidão do atual sistema.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) coloca nesta quarta-feira (30/07) em consulta pública duas resoluções para tornar mais ágil a autorização de pesquisas de medicamentos e de equipamentos de saúde no Brasil. As mudanças ocorrem em meio às críticas da indústria farmacêutica sobre a lentidão do atual sistema.
"Vamos racionalizar o processo, sem perder o foco na segurança do paciente", garantiu o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. A principal mudança, afirma, é o formato do novo processo. Atualmente, cada etapa da pesquisa é alvo de um processo distinto de autorização. "Essa análise fragmentada não é sinônimo de maior segurança ao paciente, apenas de maior lentidão", disse o diretor da Agência.
A proposta a ser publicada nesta quarta prevê que o processo seja analisado em bloco. "Todas as fases de pesquisa são apresentadas de uma vez." No caso de estudos multicêntricos, realizados por centros de pesquisa de várias partes do mundo para analisar um determinado medicamento, a regra tem mais um ingrediente para facilitar a análise.
Propostas de estudos que já tenham sido aprovadas em centros do Canadá, Estados Unidos, Europa, Japão e Áustria terão de ser analisadas no País em 90 dias. Caso a Anvisa não se manifeste, a aprovação do braço brasileiro da pesquisa será automática.
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